Tem como “quebrar” o pênis?

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Caio Vega

Última atualização

27 de janeiro de 2025

Antes de mais nada, precisamos lembrar que o pênis é um órgão frágil… Por isso é possível quebrá-lo quando ele está ereto: chamamos popularmente isso de fratura do pênis. Aliás, dentre os traumatismos dos órgãos genitais externos, esse é o mais comum. Sua principal característica é a ruptura da túnica albugínea. Normalmente ela acontece quando o pênis está cheio de sangue, na maioria das vezes durante a relação sexual, em uma penetração “torta”. Enfim, como identificar e como tratar um pênis “quebrado”?

“Pênis quebrado”: definição


O paciente geralmente descreve uma dor intensa, seguida do pênis em estado flácido, com alteração na cor e inchaço no local.

O diagnóstico médico é feito com base na ruptura dos corpos cavernosos após um trauma no pênis ereto. Mesmo que o pênis flácido também possa sofrer algumas lesões (durante a prática de esportes, por exemplo), não se considera esses problemas como “fraturas”.

Isso porque essas lesões não são da mesma natureza e também porque não é possível quebrar um pênis mole. O membro possui uma túnica albugínea relativamente grossa, que assim o protege de uma ruptura interna sob pressão.

Por outro lado, se o pênis estiver ereto, essa túnica fica mais fina, e os corpos cavernosos, cheios de sangue, podem ceder a uma forte pressão.

A maioria das fraturas do pênis é o resultado de um movimento errado durante o sexo, quando o pênis atinge o osso púbico ou o períneo da parceira. Muito raramente, a fratura ocorre durante a masturbação ou ao se virar na cama com o membro ereto.

Pênis tem osso, então? [Omenscast #36]

No nosso 36º episódio do Omenscast, o médico urologista João Brunhara vai abordar um assunto delicado, que preocupa muitos homens: é verdade que pode acontecer de o pênis quebrar? Mas como? Então o pênis tem osso? Fique à vontade para ouvir o nosso podcast: a transcrição do áudio você poderá encontrar aqui.

“Como saber se o meu pênis está quebrado”?


Geralmente o paciente diz ter escutado um estalido (um click!) no pênis ereto no momento da ruptura

A detumescência (retorno ao estado flácido) ocorre logo depois, seguida de inchaço, dor e deformação no pênis. No entanto, a intensidade da dor varia dependendo do paciente. Mas é mais o aspecto do pênis que pode parecer ruim.

Logo após a ruptura, o pênis pode parecer uma berinjela, tanto na forma quanto na cor.

Com um exame manual, às vezes o médico é capaz de detectar a área da fissura, apenas apalpando o hematoma.

Podem ser necessários outros exames, como uma ultrassonografia – ou ainda uma ressonância magnética, radiografia ou uretrocistografia. Isso para verificar se há lesões na uretra e para detalhar melhor o dano ocorrido.

Tratamento cirúrgico


O tratamento cirúrgico consiste em:

  • evacuar o hematoma
  • identificar a área da ruptura
  • desobstruir os corpos cavernosos
  • fechar as aberturas na túnica albugínea
  • e religar todos os vasos danificados.

Complicações


Embora a cirurgia (e o atendimento médico imediato) reduza o risco de complicações da fratura, aproximadamente 6 a 25% dos pacientes operados apresentam alguma sequela a longo prazo.

As principais consequências relatadas são:

Conclusão


Antes de mais nada, é importante que o paciente procure atendimento médico urgentemente

O exame médico e o tratamento cirúrgico imediato são recomendados em quase todos os casos. A cirurgia reduzirá o risco de complicações, embora ela não as elimine a longo prazo.

Recapitulando, os sintomas são:

  • uma ruptura audível (estalo) no momento da lesão
  • a detumescência do pênis
  • inchaço
  • dor (que pode ser mais ou menos intensa)
  • e uma deformação no membro.

Outros sintomas raros, como sintomas urinários, por exemplo, exigem exames complementares para detectar possíveis danos à uretra.


Referências

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