O que é a Ashwagandha e para que ela serve

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Seth Zanette

Última atualização

8 de janeiro de 2024

A Ashwagandha é uma planta que cresce comumente em algumas regiões da Índia e na Ásia. Seu nome botânico é Withania somnifera, mas pode também receber o nome de ginseng indiano ou cereja de inverno. 

É um ingrediente há muito utilizado na Ayurveda como planta medicinal e popularizado aqui no Ocidente como suplemento para emagrecer e como uma forma de aumentar a testosterona e o vigor sexual. 

Mas será que a Ashwagandha realmente traz benefícios? E o que há por trás da sua proibição no Brasil? No artigo de hoje a Omens explica por que a ashwagandha é utilizada como suplemento e por quais razões o seu consumo e venda não são recomendados.

Proibição no Brasil


A Ashwagandha tem sua Comercialização, Distribuição, Fabricação, Importação, Propaganda e Uso proibidas no Brasil pela ANVISA desde a Resolução-re nº 3.669 publicada no dia 4 de novembro de 2022. Ou seja, não é possível vender ou comprar a planta medicinal no Brasil. 

Sites que distribuem produtos manipulados com a Ashwagandha também entram nessa lei e são considerados ilegais. Portanto, recomendamos que você não adquira ou use os produtos divulgados na internet. Não só por que existem riscos no seu consumo, mas porque os sites que ainda disponibilizam esse suplemento para a venda não são confiáveis.

Por qual razão a Ashwagandha foi proibida?

Devido aos casos de lesão hepática associadas à suplementação com a erva. Os casos não aconteceram no Brasil. Três deles aconteceram na Islândia e outros dois não tiveram a localização informada. Os sintomas adversos começaram após 12 semanas de utilização da suplementação. O único componente encontrado em todos os casos de lesão hepática foi justamente a Ashwagandha. 

Devido ao risco de que o suplemento poderia oferecer ao ser utilizado, o artigo 6º da Lei 6.360, de 1976 entra em ação e permite que “ A comprovação de que determinado produto, até então considerado útil, é nocivo à saúde ou não preenche requisitos estabelecidos em lei implica na sua imediata retirada do comércio…’

A partir da proibição da Withania somnifera, estudos para comprovar cientificamente seus benefícios e determinar as contraindicações foram desenvolvidas em peso. Vamos ver agora o que esses artigos científicos nos dizem sobre os benefícios da Ashwagandha.

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Benefícios


A Ashwagandha é utilizada hoje para tratar inúmeras questões. Desde ansiedade até mesmo reduzir inflamações e as células cancerígenas. É claro que para muitos desses problemas, a ashwagandha não foi testada ou não parece ser efetiva. Mas parece que para alguns pontos específicos ela pode ter resultados positivos quando bem utilizada.

Testosterona

Um estudo publicado na American Journal of Mens Health visou observar os efeitos da Ashwagandha na produção hormonal masculina e na vitalidade. 50 homens de 40-70 anos participaram do estudo e 18% obtiveram uma melhora no DHEA-S, hormônio envolvido na produção de testosterona. Outros 14% dos participantes obtiveram aumento direto na testosterona. Já quando se trata do controle de hormônios associados a ansiedade e estresse, como o cortisol, nenhum resultado relevante foi percebido.

Apesar dessa discreta melhora nos níveis hormonais, vale lembrar que ainda são necessários mais estudos para comprovar de fato os benefícios dessa erva medicinal. Mais do que isso: são necessários mais estudos para mapear todos os efeitos adversos do uso contínuo da Ashwaganda.

Ansiedade

Um dos benefícios mais divulgados da Ashwagandha são os efeitos diretos na ansiedade e estresse. São muitos os estudos que visam comprovar que essa erva medicinal tem efeitos positivos de redução de estresse. Muitos deles atestam que a Ashwaganda diminui os hormônios responsáveis pelo estresse, como o cortisol, e age diretamente no sistema que regula as respostas de estresse do nosso corpo. 

De fato, o ginseng indiano pode ajudar no controle de ansiedade e estresse, mas é preciso cuidado. Em todos os estudos, os pacientes estavam sob observação médica e fizeram uso controlado da erva em doses baixas.

Emagrecimento

Quanto ao emagrecimento em si, não existem estudos que comprovem de fato que a Ashwagandha ajuda a perder peso. Porém, existem duas pesquisas interessantes: uma que visa investigar a redução de níveis de açúcar no corpo e outra que investiga os efeitos na força corporal e vigor físico.

Em uma revisão de estudos, 13 pesquisas foram reavaliadas para determinar os efeitos da Ashwagandha na performance física. Nessa revisão, os estudos provaram que a planta medicinal pode aumentar a força, o vigor e o oxigênio durante os exercícios.

No estudo sobre a redução de açúcar no sangue, pacientes com diabetes mellitus foram testados. Apesar de serem necessários mais estudos para entendermos o papel do ginseng indiano na redução das taxas de açúcar, a Ashwaganda ajudou a restaurar para níveis normais as taxas dos pacientes.

Então, apesar de não haver comprovação de perda de peso com a Withania somnifera, existe sim uma melhora em taxas que podem ajudar a atingir esse objetivo.

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Contraindicações


O uso da Ashwaganda é proibido no Brasil. Dessa forma, não é possível recomendá-la a ninguém. 

As contraindicações médicas para quem faz uso dela fora do país são:

  • Gestantes e lactantes;
  • Pessoas com doenças autoimunes;
  • Pessoas que tenham problemas estomacais como úlcera;

Ainda existem riscos de hipotensão e hipoglicemia, já que a Ashwaganda pode reduzir os níveis de açúcar no sangue e abaixar a pressão. Por isso, é necessário acompanhamento médico para utilizar a suplementação com cápsulas de Ashwaganda.

Efeitos colaterais


As reações hepáticas com a ashwagandha são raras, mas não inexistentes. Portanto, esse é um dos efeitos colaterais mais sérios. Principalmente para quem já faz algum tratamento médico que é processado pelo fígado, a Ashwaganda precisa de acompanhamento médico.

Reações adversas comuns da Ashwaganda inclui vômitos, diarréia, dores estomacais, náuseas e irritação estomacal.

Conclusão


Os benefícios da Ashwaganda ainda precisam passar por mais teste para que sejam de fato comprovados. Além disso, as dosagens e frequência de utilização desse suplemento precisam não só serem determinadas com melhor precisão, mas também de um acompanhamento médico para que nos primeiros sinais de problema, uma ação rápida possa ser tomada.

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